A magia do videogame acaba?

Este post não serve para dizer que a graça do videogame acabou, e, sim, pra dizer pra você não deixar a graça acabar! Boa leitura.

Você, uma criança escaramuçadora, oito anos, acabou de comprar seu Super Nintendo… sem pensar, coloca a “fita” do Super Mario e senta no seu sofá, o copão de achocolatado e o misto quente já não têm mais importância. Você está olhando, fixo, na tela da TV com o controle na mão, o momento é mágico e ficou gravado até hoje em sua memória.
A cada fase que você passa, os inimigos criam vida, você fala com eles (gritando, maioria das vezes), brinca, tem medo… você imagina coisas incríveis sobre os próximos níveis, cria suas próprias lendas, tenta coisas inimagináveis…
Esquece.
Você, agora, é um cidadão de meia idade, pega seu Xbox 360 e coloca um jogo com gráficos realistas, histórias incríveis, mecânicas trabalhadas e sons estremecedores. Senta na merda do sofá, toma mais um gole de cerveja, coça o saco e aperta Start. O jogo começa, você pouco se importa. Os gráficos são incríveis, mas você já viu coisa melhor, então nem liga pra isso. Você joga por uma meia hora, não possui expectativa nenhuma, não gosta e desliga o console.

Não é 100% dos casos, obviamente. Mas será que a magia de jogar de antigamente acaba? Será que se você pegar o seu Mario 64 hoje vai lembrar de como ele era ou vai ficar reparando nos polígonos quebrados? Talvez seja porque você já jogou muito ou porque tem uma percepção maior de erros (ou porque você é chato, mesmo… né, Guigo?). O fato é: dificilmente sai um jogo que é mágico, hoje em dia. O último que me trouxe a sensação foi Bioshock, mas não chegou nem perto da minha primeira vez em Goldeneye.

E você, leitor? Qual foi o último jogo que realmente te fez sentir bem? Talvez você imagine os quebra-cabeças de Portal ou os gráficos de Crysis, não é isso. Estou falando de magia, aquela sensação gostosa de pegar algo e jogar sem saber o que esperar… Aliás, isso me lembrou de um ponto importante, o excesso de informação.
Não, eu não estou indo contra se informar sobre os seus jogos. Isso é um blog, aliás, blogs informam! Mas não tem como mentir que alugar aquele jogo obscuro e descobrir que o tal era perfeito era uma sensação boa… claro, de vez em quando vinha algumas pérolas indesejáveis… isso não vem ao caso…

A dificuldade nos jogos também é um ponto interessante. Quando você via aquele inimigo complicadíssimo no Ninja Gaiden já se desesperava, sabia que seria complicado derrotar ele, era um inimigo esperto e rápido. Hoje você joga Ninja Gaiden 2, vê bosses insanos aparecendo, luta com ele e se ele for difícil é devido à programação. Viu? A graça está nos detalhes.

Comente aí qual foi o seu último jogo mágico. Você vai lembrar como a magia se deteriora. Tente, se você não conhece, pegar Shadow of the Colossus ou Ico, talvez um Dragon Quest ou qualquer Final Fantasy por aí… tente repetir as suas sensações gostosas e não deixe a graça de jogar videogame se acabar. Boa jogatina, galera, sorte aí nos jogos que virão!